A Parábola da Rosa, uma história para pensar


A vida tem suas complicações, e diariamente nos deparamos com desafios que exigem cada vez mais da nossa destreza, humildade e empatia.  Por isso, muita vezes existem histórias, parábolas ou até mesmo citações que acabam por nos auxiliar a sermos melhores pessoas.

Em relação a isso, desde muito antigamente se ouve a parábola da rosa. Essa parábola conta, que um homem, há muito tempo, havia plantado uma rosa. Esse homem cuidava constantemente da planta, a regava, adubava e fazia todo necessário para que ela crescesse bem.

Mas, muito antes que a flor pudesse desabrochar, o homem observou o botão da rosa atentamente, e notou que seu talo era totalmente coberto por espinhos. Ao ver isso, tristemente o homem murmurou: “Como é possível, uma rosa tão bonita estar cercada por espinhos afiados assim?”.

Com isso, o homem desanimou e passou a não cuidar mais da planta, o que fez com que a flor, mesmo muito antes de estar pronta para o seu desabrochar, viesse a morrer.

Da mesma forma que uma rosa, nós temos uma alma que possui as mesmas características que ela. Temos uma alma que possui dentro de si, as inúmeras qualidades que são dadas por Deus, como as pétalas e a beleza de uma rosa. Assim, como também possuímos nossas falhas, que são como os espinhos presente no caule da flor.

Da mesma forma que o homem julgou a rosa, passamos por autojulgamentos diariamente, e deixamos muitas vezes nos levar apenas por nossos defeitos e acabamos por nos desanimar, achando que só coisas ruins podem sair de nós mesmos.

Todo esse autojulgamento, acaba fazendo com que não possamos alimentar a nossa parte boa, nossas virtudes, tudo porque não enxergamos qual o nosso potencial. Deixamos de nos regar, assim como foi com a rosa, e acabamos por morrer, mesmo antes de tentar.

Esse tipo de situação não acontece apenas com o autojulgamento. Como seres humanos, inconsequentes e falhos, acabamos por julgar também nossos próximos, fazendo com que o ciclo que nos permitimos viver, passe a ser um ciclo de vivência dos outros.

Acabamos apontando para os espinhos dos outros, assim como apontamos para o nosso, criamos um julgamento sem precedentes e esquecemos que antes de tudo, devemos dar a chance do outro mostrar quem de fato é.

Por esse motivo, muitos de nós acabam por deixar pessoas de imenso potencial e beleza imensurável simplesmente passar por suas vidas, assim como a brisa, sem serem notadas ou devidamente acolhidas. E o ciclo vai crescendo, e criando pessoas cada vez menos cientes da beleza interna que podem carregar.

Por isso, é necessário que sejamos mais empáticos, conosco e com nossos próximos. Não sabemos como foram adquiridos os espinhos que cada um carrega, e muito menos devemos julgar o outro por tê-los. Devemos ser acolhedores, bons ouvintes e de coração aberto.

Frequentemente a vida nos dá chances de sermos melhores, e devemos sempre nos agarrar a cada pontinha de esperança que ela e Deus podem nos proporcionar.

Assim, futuramente seremos almas mais leves, mais compreendidas e empáticas com os outros. Recorde-se que não devemos julgar as aparências, e sim, seguir lutando para enaltecer as virtudes que existem em cada um de nós.


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